Portuguese Bible – BÍBLIA ON-LINE – Antigo Testamento

[Juízes 1]I.
A CONQUISTA CONTINUA

Juízes 1

CONQUISTA É ESFORÇO CONTÍNUO
1. Depois que Josué morreu, os israelitas consultaram a Javé: “Quem de
nós irá na frente para combater os cananeus?”
2. Javé respondeu: “Judá irá na frente, porque eu entreguei a terra nas
mãos dele”.
3. Então Judá disse a seu irmão Simeão: “Venha comigo para a região que
me coube por sorteio. Lutaremos contra os cananeus, e depois eu irei com você
até a região que lhe coube por sorteio”. E Simeão foi com ele.
4. Então Judá subiu, e Javé lhe entregou os cananeus e ferezeus;
derrotaram dez mil homens em Bezec.
5. Quando derrotaram os cananeus e ferezeus, encontraram Adonibezec em
Bezec, e lutaram contra ele.
6. Adonibezec fugiu, mas eles o perseguiram, o agarraram e lhe cortaram
os polegares das mãos e dos pés.
7. Adonibezec disse então: “Setenta reis, com os polegares cortados das
mãos e dos pés, catavam as migalhas debaixo da minha mesa. Deus agora está me
cobrando aquilo que eu mesmo fiz”. E levaram Adonibezec para Jerusalém, onde ele
morreu.
8. Os descendentes de Judá atacaram Jerusalém e a conquistaram. Mataram
os habitantes a fio de espada e puseram fogo na cidade.
9. Em seguida, os descendentes de Judá desceram para atacar os cananeus
que habitavam na região montanhosa, no Negueb e na planície.
10. Judá também enfrentou os cananeus que moravam em Hebron, que
antigamente se chamava Cariat-Arbe, e derrotou Sesai, Aimã e Tolmai.
11. Daí, atacou os habitantes de Dafir, que antigamente se chamava
Cariat-Sefer.
12. Caleb havia dito: “Darei como esposa minha filha Acsa para quem tomar
Cariat-Sefer de assalto”.
13. Otoniel, filho de Cenez, irmão mais novo de Caleb, conquistou
Cariat-Sefer, e Caleb lhe deu sua filha Acsa como esposa.
14. No dia do casamento, Otoniel induziu Acsa a pedir um terreno ao pai.
Ela então apeou do jumento, e Caleb lhe perguntou: “O que você quer?”
15. Ela respondeu: “Faça-me um favor. Você me deu terra árida; dê-me
também alguma fonte de água”. E Caleb lhe deu as fontes do alto e as fontes de
baixo.
16. Os descendentes do sogro quenita de Moisés subiram da cidade das
Palmeiras com os descendentes de Judá, foram para o deserto de Judá, ao sul de
Arad, e se estabeleceram entre os amalecitas.
17. Depois Judá acompanhou seu irmão Simeão, e juntos derrotaram os
cananeus que moravam em Sefat, e entregaram a cidade ao extermínio. Por isso a
cidade ficou sendo chamada Horma.
18. E Judá tomou Gaza, Ascalon e Acaron, com seus respectivos
territórios.
19. Javé estava com Judá, que expulsou os habitantes da região
montanhosa, mas não conseguiu expulsar os habitantes da planície, porque estes
possuíam carros de ferro.
20. Conforme fora estabelecido por Moisés, Hebron foi dada a Caleb, que
daí expulsou os três filhos de Enac.
21. Os benjaminitas, porém, não expulsaram os jebuseus que habitavam em
Jerusalém. Por isso os jebuseus habitam com os benjaminitas em Jerusalém até o
dia de hoje.
22. Os da casa de José, por sua vez, subiram contra Betel, e Javé estava
com eles.
23. A casa de José mandou fazer um reconhecimento nas vizinhanças de
Betel, cidade que antes se chamava Luza.
24. Os espiões viram alguém saindo da cidade e lhe disseram: “Mostre-nos
por onde se entra na cidade, e nós lhe pouparemos a vida”.
25. O homem lhes mostrou por onde entrar na cidade. E eles passaram a
cidade a fio de espada, mas pouparam esse homem e toda a sua família.
26. Esse homem foi para a terra dos heteus e aí construiu uma cidade, à
qual deu o nome de Luza. Esse é o nome dela até o dia de hoje.
27. Manassés não conseguiu expulsar os habitantes de Betsã, de Tanac, de
Dor, de Jeblaam, de Meguido e dos seus respectivos arredores. E assim os
cananeus continuaram morando nessas regiões.
28. Quando Israel se tornou mais forte, obrigou os cananeus a fazer
trabalhos forçados, mas não conseguiu expulsá-los.
29. Efraim também não conseguiu expulsar os cananeus que moravam em
Gazer. E os cananeus continuaram morando em Gazer, no meio de Efraim.
30. Zabulon não conseguiu expulsar os habitantes de Cetron, nem os de
Naalol. Por isso os cananeus continuaram no meio deles, embora submetidos a
trabalhos forçados.
31. Aser não conseguiu expulsar os habitantes de Aco, nem os de Sidônia,
de Maaleb, de Aczib, de Helba, de Afec e de Roob.
32. Os aseritas, portanto, ficaram morando no meio dos cananeus da
região, porque não conseguiram expulsá-los.
33. Neftali não conseguiu expulsar os habitantes de Bet-Sames, nem os de
Bet-Anat. Ficou morando no meio dos cananeus da região, mas os habitantes de
Bet-Sames e Bet-Anat os serviam com trabalhos forçados.
34. Quanto aos danitas, os amorreus os encurralaram na região montanhosa,
não lhes permitindo descer para o vale.
35. Desse modo, os amorreus continuaram morando em Ar-Hares, Aialon e
Salebim. Mas quando a casa de José se fortaleceu, os amorreus foram submetidos a
trabalhos forçados.
36. O território dos edomitas se estendia desde a subida dos Escorpiões e
de Pedra para a frente.

[Juízes 2]Juízes 2

O DESAFIO HISTÓRICO
1. O anjo de Javé subiu de Guilgal para Betel, e disse: “Eu tirei vocês
do Egito e os trouxe à terra que prometi a seus antepassados. Eu também tinha
dito: ‘Jamais romperei minha aliança com vocês,
2. contanto que não façam aliança com os habitantes desta terra, e
destruam os altares deles’. Mas vocês não me obedeceram. Por que fizeram assim?

3. Por isso, também eu lhes digo: ‘Não expulsarei os cananeus diante de
vocês. Eles continuarão ao lado de vocês, e os deuses deles serão armadilha para
vocês’ “.
4. Logo que o anjo de Javé disse tais palavras a todos os israelitas, o
povo começou a chorar aos gritos.
5. Por isso deram ao lugar o nome de Boquim. E aí ofereceram sacrifícios
a Javé.

II. A DINÂMICA DO PROCESSO HISTÓRICO

ALIENAÇÃO E ESCRAVIDÃO, CONSCIENTIZAÇÃO E LIBERTAÇÃO
6. Josué despediu o povo, e cada um dos israelitas foi tomar posse da
propriedade que havia recebido como herança.
7. O povo serviu a Javé durante todo o tempo que Josué viveu, e também
durante toda a vida dos anciãos que continuaram vivos depois de Josué e que
tinham visto todas as grandes obras que Javé tinha feito em favor de Israel.
8. Josué, filho de Nun, servo de Javé, morreu com cento e dez anos.
9. Foi enterrado no território que lhe tocava como propriedade em
Tamnat-Hares, na região montanhosa de Efraim, ao norte do monte Gaás.
10. E toda essa geração foi também reunir-se com seus antepassados. Veio
depois outra geração que não conheceu Javé, nem as grandes obras que ele tinha
feito em favor de Israel.
11. Então os israelitas fizeram o que Javé reprova: prestaram culto aos
ídolos,
12. abandonando Javé, Deus de seus antepassados, que os tinha tirado do
Egito. Foram atrás de outros deuses, deuses de povos vizinhos, e os adoraram,
provocando Javé.
13. Abandonaram Javé e prestaram culto a Baal e a Astarte.
14. A ira de Javé se inflamou então contra Israel, e ele os entregou ao
poder de assaltantes, que os despojaram e venderam aos inimigos vizinhos, de
modo que os israelitas já não conseguiam resistir.
15. Em qualquer coisa que realizavam, a mão de Javé estava contra eles,
exatamente como Javé lhes tinha dito e jurado. E chegaram a uma situação
desesperadora.
16. Então Javé fez surgir juízes que os libertavam dos assaltantes.
17. No entanto, eles não davam ouvidos nem mesmo aos juízes. Pelo
contrário, prostituíam-se com outros deuses e prostravam-se diante deles. Bem
depressa se afastaram do caminho seguido pelos antepassados, que haviam
obedecido aos mandamentos de Javé. Eles, porém, não agiram da mesma forma.
18. Quando Javé lhes fazia surgir juízes, Javé estava com o juiz e os
libertava dos inimigos durante toda a vida do juiz. Porque Javé se compadecia
dos gemidos deles frente à tirania dos opressores.
19. No entanto, logo que o juiz morria, eles tornavam a corromper-se mais
ainda que seus antepassados, seguindo outros deuses, aos quais prestavam culto e
diante deles se prostravam. Não desistiam de suas práticas, nem de sua conduta
obstinada.
20. Por isso, a ira de Javé se inflamou contra Israel. E Javé declarou:
“Já que essa gente violou a aliança que eu fiz com seus antepassados, e não me
obedeceu,
21. eu também, de minha parte, não expulsarei da presença deles nenhuma
das nações que Josué deixou ficar, quando morreu.
22. Com essas nações eu vou provar Israel, para ver se segue ou não o
caminho de Javé, para ver se caminha por ele como seus antepassados”.
23. Por isso, Javé deixou ficar essas nações. Não as expulsou e não as
entregou a Josué.

[Juízes 3]Juízes 3

1. São estas as nações que Javé deixou ficar, para com elas provar os
israelitas que não tinham conhecido as guerras de Canaã.
2. (Foi para ensinar a estratégia militar para as novas gerações de
israelitas, que não tinham experiência de guerra).
3. São estas as nações: os cinco principados filisteus, todos os
cananeus, os sidônios, e também os heteus que habitam as montanhas do Líbano,
desde o monte Baal-Hermon até a entrada de Emat.
4. Essas nações serviram para provar Israel e ver se ele obedeceria aos
mandamentos de Javé, promulgados a seus antepassados por meio de Moisés.
5. Assim, os israelitas viveram no meio dos cananeus, heteus, amorreus,
ferezeus, heveus e jebuseus.
6. Tomaram as filhas deles como esposas, deram para eles suas filhas em
casamento, e prestaram culto aos deuses deles.

III. OS JUÍZES: AGENTES DA LIBERTAÇÃO

OTONIEL
7. Os israelitas fizeram o que Javé reprova: esqueceram-se de Javé seu
Deus e serviram a Baal e Aserá.
8. Então se acendeu contra os israelitas a ira de Javé, que os entregou
nas mãos de Cusã-Rasataim, rei de Aram Entre-Rios. E os israelitas ficaram
submetidos a Cusã-Rasataim durante oito anos.
9. Os israelitas clamaram a Javé. E Javé fez surgir para eles um
salvador, que os libertou. Foi Otoniel, filho de Cenez, irmão caçula de Caleb.

10. O espírito de Javé esteve sobre Otoniel, que foi juiz em Israel. Ele
saiu para a guerra, e Javé entregou em seu poder Cusã-Rasataim, rei de Aram. E
ele triunfou sobre Cusã-Rasataim.
11. A região ficou em paz durante quarenta anos. Depois Otoniel, filho de
Cenez, morreu.

AOD
12. Os israelitas tornaram a fazer o que Javé reprova. Então Javé
fortaleceu Eglon, rei de Moab, contra os israelitas, porque faziam o que Javé
reprova.
13. Eglon se aliou com os amonitas e amalecitas, e marchou contra Israel,
o derrotou e lhe tomou a cidade das Palmeiras.
14. Os israelitas tiveram que servir Eglon, rei de Moab, durante dezoito
anos.
15. Então eles clamaram a Javé, e este fez surgir para eles um salvador:
Aod, filho de Gera, benjaminita, homem canhoto. Através dele, os israelitas
mandaram um tributo para Eglon, rei de Moab.
16. Aod mandou fazer um punhal de dois gumes, com um palmo de
comprimento, e o escondeu do lado direito, debaixo das roupas.
17. Depois foi apresentar o tributo a Eglon, rei de Moab, que era homem
muito gordo.
18. Depois de entregar o tributo, Aod partiu com os carregadores.
19. Ao chegar ao lugar chamado Ídolos, que fica perto de Guilgal, voltou
e disse a Eglon: “Majestade, tenho uma mensagem secreta para lhe comunicar”. O
rei pediu que os deixassem a sós. E todos os que aí estavam se retiraram.
20. Então Aod se aproximou do rei, que estava sentado na sua sala
particular de verão, no andar superior, e lhe disse: “Tenho uma mensagem de Deus
para lhe comunicar”. Quando o rei se levantou do trono,
21. Aod estendeu a mão esquerda, apanhou o punhal do lado direito e o
enterrou na barriga de Eglon.
22. Até o cabo entrou com a lâmina, e a gordura se fechou por cima dela,
porque Aod não retirou o punhal da barriga.
23. Aod fugiu pela porta dos fundos, depois de trancar as portas da sala
de cima.
24. Logo que Aod saiu, chegaram os servos e, vendo que as portas da sala
de cima estavam trancadas, pensaram: “Certamente ele está fazendo suas
necessidades na sala de verão”.
25. Esperaram bastante tempo, até que ficaram inquietos, pois o rei não
abria as portas da sala de cima. Então pegaram a chave, abriram, e viram seu
senhor caído no chão e morto.
26. Enquanto eles estavam esperando, Aod conseguiu escapar e, passando
por Ídolos, refugiou-se em Seira.
27. Logo que chegou, tocou a trombeta na região montanhosa de Efraim. E
os israelitas desceram da região montanhosa, com Aod à frente.
28. Aod disse então para eles: “Sigam-me, porque Javé entregou para vocês
os inimigos moabitas”. Eles seguiram Aod, se apoderaram dos vaus do Jordão para
impedir a travessia dos moabitas, e não deixaram passar ninguém.
29. Nessa ocasião, derrotaram cerca de dez mil moabitas, todos
guerreiros, e ninguém escapou.
30. Nesse dia, Moab foi dominado por Israel, e a região ficou em paz
durante oitenta anos.

SAMGAR
31. Depois de Aod, veio Samgar, filho de Anat. Ele, com uma vara de tocar
bois, derrotou seiscentos filisteus. Também ele salvou Israel.

[Juízes 4]Juízes 4

DÉBORA E BARAC
1. Depois que Aod morreu, os israelitas tornaram a fazer o que Javé
reprova.
2. E Javé os entregou a Jabin, rei de Canaã, que reinava em Hasor. O
general do exército era Sísara, e residia em Haroset-Goim.
3. Os israelitas clamaram a Javé, porque Jabin tinha novecentos carros de
ferro e estava oprimindo duramente Israel, já fazia vinte anos.
4. Nesse tempo, era juiz em Israel a profetisa Débora, mulher de Lapidot.

5. Seu tribunal ficava debaixo da palmeira de Débora, entre Ramá e Betel,
nas montanhas de Efraim. E os israelitas a procuravam para decidir suas
questões.
6. Débora mandou chamar Barac, filho de Abinoem, que morava em Cedes de
Neftali, e lhe disse: “Javé, Deus de Israel, manda que você vá ao monte Tabor e
reúna dez mil homens das tribos de Neftali e Zabulon.
7. Javé atrairá para você, junto ao rio Quison, o chefe do exército de
Jabin, Sísara, com seus carros e sua numerosa tropa, e o entregará a você”.
8. Barac respondeu: “Se você for comigo, eu vou. Se você não for, eu não
vou”.
9. Débora respondeu: “Está bem. Eu vou com você. Mas a glória dessa
expedição que você vai realizar não será sua, pois Javé entregará Sísara nas
mãos de uma mulher”. E Débora se dispôs para ir com Barac até Cedes.
10. Barac convocou Zabulon e Neftali em Cedes: dez mil homens se uniram a
ele; e Débora também foi junto.
11. O quenita Héber tinha-se afastado da sua tribo, que era descendente
de Hobab, sogro de Moisés, e tinha armado suas tendas junto do carvalhal de
Saananim, perto de Cedes.
12. Informaram Sísara que Barac, filho de Abinoem, tinha subido ao monte
Tabor.
13. Então Sísara mobilizou seus novecentos carros de ferro e toda a tropa
de Haroset-Goim para ir ao rio Quison.
14. Débora disse a Barac: “Vamos. Hoje mesmo Javé vai entregar Sísara em
seu poder. Javé está marchando à sua frente”. Barac desceu do monte Tabor junto
com seus dez mil homens.
15. Javé derrotou Sísara com todos os seus carros e todo o seu exército,
diante de Barac. Sísara teve que descer do carro e fugir a pé.
16. Barac perseguiu o exército e os carros até Haroset-Goim. Todo o
exército de Sísara caiu ao fio da espada, e nenhum homem conseguiu escapar.
17. Enquanto isso, Sísara fugiu a pé até a tenda de Jael, mulher do
quenita Héber, pois havia paz entre Jabin, rei de Hasor, e a família de Héber, o
quenita.
18. Jael saiu ao encontro de Sísara, e lhe disse: “Entre, meu senhor.
Entre sem medo, pois a casa é sua”. Sísara entrou na tenda e Jael o cobriu com
um manto.
19. Sísara pediu: “Dê-me um pouco de água para beber, pois estou com
sede”. Jael abriu uma vasilha com leite, deu-lhe de beber e o cobriu.
20. Sísara lhe disse: “Fique na entrada da tenda. Se vier alguém e lhe
perguntar se há alguém aqui dentro, você dirá que não”.
21. Mas Jael, mulher de Héber, pegou uma das estacas da tenda, apanhou um
martelo, aproximou-se na ponta dos pés e cravou a estaca nas têmporas de Sísara,
até pregá-lo no chão. E Sísara morreu, enquanto dormia profundamente, por causa
do cansaço.
22. Nesse momento, apareceu Barac, que estava perseguindo Sísara. Jael
foi ao seu encontro, dizendo: “Venha comigo e eu lhe mostrarei o homem que você
está procurando”. Barac entrou na tenda e viu Sísara caído e morto, com a estaca
cravada nas têmporas.
23. Nesse dia, Deus derrotou Jabim, rei de Canaã, diante dos israelitas.

24. Estes se tornaram cada vez mais fortes contra Jabin, rei de Canaã,
até que o conseguiram eliminar.

[Juízes 5]Juízes 5

CÂNTICO DE DÉBORA: CELEBRAÇÃO DA VITÓRIA
1. Nesse dia, Débora e Barac, filho de Abinoem, entoaram este cântico:

INTRODUÇÃO
2. Havia chefes em Israel para assumir o comando; apresentaram-se
voluntários para alistar-se em massa. Bendigam todos a Javé!
3. Ouçam, reis! Escutem, governadores! Eu vou cantar, cantar para Javé.
Vou celebrar Javé, o Deus de Israel.
4. Javé, quando saíste de Seir, avançando dos campos de Edom, a terra
tremia, o céu ribombava e as nuvens se desfaziam em água;
5. os montes se agitavam diante de Javé, que vem do Sinai, diante de
Javé, o Deus de Israel.

A VITÓRIA
6. No tempo de Samgar, filho de Anat, no tempo de Jael, as caravanas
cessaram, os que viajavam seguiam por desvios, iam por trilhas tortuosas.
7. Os camponeses se saciaram. Em Israel se saciaram com os despojos,
quando você, Débora, surgiu, quando você, mãe de Israel, se levantou.
8. Os sacrifícios para os deuses cessaram, o pão faltou nos armazéns, sem
que se visse escudo ou lança entre os quarenta mil de Israel.

A CONVOCAÇÃO
9. Meu coração está voltado para os comandantes de Israel, para os
voluntários do povo: bendigam todos a Javé!
10. Vocês que montam jumentas brancas e se assentam em tapetes; vocês que
vão pelos caminhos, cantem!
11. Juntem-se ao grito dos homens enfileirados entre os bebedouros. Aí
eles celebram as vitórias de Javé, as vitórias dos camponeses em Israel, quando
o povo de Javé correu às portas.
12. Desperte, Débora, desperte! Desperte logo e entoe um canto. Vamos,
Barac! Vamos, filho de Abinoem! Domine os que o haviam aprisionado.
13. Então os sobreviventes desceram com os nobres e o povo de Javé me
ajudou contra os poderosos.
14. Os príncipes de Efraim estão no vale, e atrás de você, com as tropas,
vem Benjamim. De Maquir desceram os comandantes, e de Zabulon os que levam
bastões de oficial.
15. Os chefes de Issacar estão com Débora e, no vale, também Barac aperta
o passo. Nos clãs de Rúben, os planos são grandes!
16. Por que você ficou sentado entre os currais, escutando a flauta dos
pastores? Nos clãs de Rúben, os planos são grandes!
17. Galaad ficou do outro lado do Jordão, e Dã continua com seus barcos.
Aser permaneceu na orla do mar, e ficou junto às suas enseadas.
18. Zabulon é um povo que arriscou a vida, como Neftali em seus campos
elevados!

A BATALHA
19. Chegaram os reis para o combate, os reis de Canaã combateram em
Tanac, junto às águas de Meguido, mas não ganharam uma peça de prata sequer.
20. Do alto céu as estrelas combateram, de seus caminhos lutaram contra
Sísara.
21. A torrente Quison os arrastou, foi impetuosa a torrente Quison: a
torrente pisoteou os valentes.
22. Os cascos dos cavalos martelaram, ao galope desenfreado dos corcéis.

23. Amaldiçoem Meroz, amaldiçoem, diz o anjo de Javé; amaldiçoem os seus
governantes, porque não auxiliaram Javé, não auxiliaram Javé contra os
poderosos.

JAEL
24. Que Jael seja bendita entre as mulheres, a mulher de Héber, o
quenita; bendita seja entre as que habitam em tendas.
25. Ele pediu água, ela trouxe leite; na taça dos nobres serviu-lhe
coalhada.
26. Com a esquerda ela pegou a estaca e com a direita um martelo de
operário; golpeou Sísara, rachando-lhe a cabeça, e de um golpe atravessou-lhe as
têmporas.
27. Ele se encurvou entre os pés dela e caiu deitado; encurvou-se entre
os pés dela e caiu; encurvado, ali mesmo caiu, e ficou aniquilado.

A MÃE DE SÍSARA
28. A mãe de Sísara olha pela janela e se lamenta por trás da persiana:
“Por que o carro dele tarda a chegar? Por que a marcha de seus carros é tão
lenta?”
29. A mais sábia das donzelas lhe responde, e ela fica repetindo:
30. “Certamente encontraram despojos e agora estão repartindo: uma ou
duas mulheres para cada guerreiro, e para Sísara panos coloridos, um despojo
colorido e bordado; uma veste colorida e duas bordadas, e um despojo para o meu
pescoço”.

CONCLUSÃO
31. Desse modo pereçam teus inimigos, Javé, e teus amigos sejam fortes
como o sol em seu fulgor. E a região ficou em paz durante quarenta anos.

[Juízes 6]Juízes 6

NOVO DESAFIO
1. Os israelitas fizeram o que Javé reprova. E Javé os entregou aos
madianitas por sete anos.
2. O regime de Madiã foi tirânico sobre Israel. Para escapar de Madiã, os
israelitas tiveram que usar as grutas nas montanhas, as cavernas e os
esconderijos.
3. Quando os israelitas semeavam, os madianitas, amalecitas e orientais
os atacavam:
4. acampavam na terra dos israelitas e destruíam todos os produtos
semeados até perto de Gaza. Não deixavam para Israel nenhum meio de
sobrevivência, nenhum cordeiro, nenhum boi e nenhum jumento.
5. Chegavam com seus rebanhos e tendas, numerosos como gafanhotos, homens
e camelos sem conta, invadindo e arrasando a terra.
6. Desse modo, os madianitas reduziram Israel à miséria. Então os
israelitas clamaram a Javé.

O PROFETA ANALISA A SITUAÇÃO
7. Quando os israelitas clamaram a Javé por causa dos madianitas,
8. Javé enviou para eles um profeta, que lhes falou: “Assim diz Javé, o
Deus de Israel: Eu fiz vocês saírem do Egito e os tirei da casa da escravidão.

9. Eu livrei vocês do poder egípcio e do poder daqueles que os oprimiam.
Eu os expulsei diante de vocês, e a vocês eu entreguei a terra deles.
10. Eu disse a vocês: ‘Eu sou Javé seu Deus. Não tenham medo dos deuses
dos amorreus, em cuja terra vão morar’. Mas vocês não me ouviram”.

VOCAÇÃO DE GEDEÃO
11. O anjo de Javé chegou e se assentou debaixo do carvalho que está em
Efra, na propriedade de Joás, filho de Abiezer. Foi quando Gedeão, filho de
Joás, estava debulhando o trigo no tanque de pisar uvas, para escondê-lo dos
madianitas.
12. O anjo de Javé apareceu a Gedeão e lhe disse: “Javé está com você,
valente guerreiro!”
13. Gedeão respondeu: “Meu Senhor, se Javé está conosco, por que nos
aconteceu tudo isso? Onde estão as maravilhas de que nossos antepassados
falavam: ‘Javé nos tirou do Egito…’? O fato é que agora Javé nos abandonou e
nos entregou na mão dos madianitas”.
14. Então Javé se voltou para Gedeão e disse: “Vá. Com suas próprias
forças, salve Israel dos madianitas. Sou eu que envio você”.
15. Gedeão replicou: “Meu Senhor, como posso salvar Israel? Meu clã é o
mais fraco da tribo de Manassés, e eu sou o caçula da casa de meu pai!”
16. Javé lhe disse: “Eu estarei com você, e você derrotará os madianitas
como se fossem um só homem”.
17. Gedeão insistiu: “Se alcancei teu favor, dá-me um sinal de que és tu
quem fala comigo.
18. Não vás embora antes que eu volte e te faça uma oferta”. Javé
respondeu: “Ficarei aqui até você voltar”.
19. Gedeão foi preparar um cabrito e fez pães sem fermento com uma medida
de farinha. Colocou a carne numa cesta e o caldo na panela. Trouxe tudo e
ofereceu a Javé, debaixo do carvalho.
20. O anjo de Javé lhe disse: “Pegue a carne e os pães sem fermento,
coloque-os sobre esta rocha, e derrame o caldo por cima”. Assim fez Gedeão.
21. O anjo de Javé estendeu a ponta do bastão que tinha na mão, tocou na
carne e nos pães sem fermento, e da rocha subiu um fogo, que consumiu a carne e
os pães. Nesse momento, o anjo de Javé desapareceu.
22. Gedeão percebeu que era o anjo de Javé, e exclamou: “Ah! Meu Senhor
Javé! Eu vi o anjo de Javé face a face!”
23. Javé lhe respondeu: “Fique em paz e não tenha medo, porque você não
morrerá”.
24. Então Gedeão construiu aí um altar para Javé, e lhe deu o nome de
“Javé é Paz”, um altar que existe em Efra de Abiezer, até o dia de hoje.

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A RUPTURA COM A IDOLATRIA
25. Nessa mesma noite, Javé disse a Gedeão: “Pegue o boi que seu pai
possui e outro boi de sete anos. Destrua o altar de Baal, que pertence a seu
pai, e corte o poste sagrado que está ao lado.
26. Em seguida, construa um altar para Javé seu Deus no alto desse lugar,
com pedras bem colocadas. Pegue, então, o boi e ofereça em holocausto sobre a
lenha do poste sagrado que você tiver cortado”.
27. Gedeão escolheu dez homens entre seus servos, e fez o que Javé lhe
havia mandado. Gedeão fez isso de noite e não de dia, pois tinha medo da sua
família e do povo da cidade.
28. No dia seguinte, bem cedo, o povo da cidade viu que o altar de Baal
fora destruído, o poste sagrado que estava ao lado tinha sido cortado, e o boi
fora sacrificado sobre o altar recém-construído.
29. E comentaram: “Quem será que fez isso?” Perguntaram, fizeram
averiguações e chegaram à conclusão: “Foi Gedeão, filho de Joás”.
30. Os habitantes da cidade disseram então a Joás: “Entregue-nos seu
filho para que seja morto, pois ele destruiu o altar de Baal e cortou o poste
sagrado que estava ao lado”.
31. Joás respondeu a todos os que o ameaçavam: “E vocês têm que defender
Baal? São vocês que devem ajudar Baal? Quem o defender, morrerá antes do nascer
do sol. Se Baal é Deus, que ele próprio se defenda, pois Gedeão destruiu o altar
dele”.
32. Nesse dia, puseram em Gedeão o apelido de Jerobaal, comentando: “Que
Baal defenda a si próprio, pois Gedeão destruiu o altar dele”.

A REORGANIZAÇÃO DO POVO
33. Os madianitas, amalecitas e orientais se aliaram, atravessaram o rio
Jordão e acamparam na planície de Jezrael.
34. O espírito de Javé se apoderou de Gedeão, que tocou a trombeta, e
Abiezer se agrupou a ele.
35. Gedeão mandou mensageiros a toda a tribo de Manassés, que se uniu a
ele. Também enviou mensageiros para Aser, Zabulon e Neftali; e todos se aliaram
a ele.

SINAIS: JAVÉ ESTÁ COM GEDEÃO
36. Gedeão disse a Deus: “Se, de fato, tu vais salvar Israel por meio de
mim, como disseste,
37. vou colocar no terreiro um pedaço de lã de carneiro. Se o orvalho
cair somente sobre o pedaço de lã, e o terreiro estiver seco, então ficarei
sabendo que tu libertarás Israel por meio de mim, conforme disseste”.
38. E assim fez Gedeão. Quando madrugou no dia seguinte, ele torceu o
pedaço de lã, e com o orvalho que nela estava encheu um copo d’água.
39. Gedeão insistiu ainda com Deus: “Não te irrites comigo se eu pedir
mais uma vez. Permite que eu faça de novo a prova do pedaço de lã: que ele fique
seco e a terra em volta se cubra de orvalho”.
40. E Deus assim fez nessa noite: o pedaço de lã ficou seco, enquanto
havia orvalho na terra em volta.

[Juízes 7]Juízes 7

O EXÉRCITO POPULAR DE GEDEÃO
1. Jerobaal, que é Gedeão, madrugou e foi acampar junto a En-Harod com o
povo que o acompanhava. O acampamento de Madiã ficava no vale ao norte, junto à
colina de Moré.
2. Então Javé disse a Gedeão: “O povo que está com você é numeroso demais
para que eu entregue Madiã em seu poder. Israel poderia gloriar-se, dizendo: ‘Eu
consegui a vitória graças ao meu poder!’.
3. Anuncie, portanto, a todo o povo: ‘Quem estiver com medo e tremendo,
pode voltar’ “. E Gedeão os colocou à prova: vinte e dois mil homens voltaram
para casa. E ainda ficaram dez mil.
4. Javé disse a Gedeão: “Ainda é muita gente. Faça-os descer até a fonte,
e aí eu farei uma seleção para você. A quem eu disser que pode ir com você, esse
irá. Mas a quem eu disser que não pode ir com você, esse não irá”.
5. Gedeão fez todo o povo descer à beira da água, e Javé lhe disse:
“Todos os que beberem água com a língua, como faz o cão, você os colocará de um
lado; e os que se ajoelharem para beber, você os colocará do outro lado”.
6. Trezentos homens lamberam a água, levando as mãos à boca; os outros se
ajoelharam para beber.
7. Então Javé disse a Gedeão: “Com os trezentos que lamberam a água, eu
vou salvar vocês, entregando Madiã em seu poder. Os outros podem voltar para
casa”.
8. Eles pegaram as provisões e as trombetas, e Gedeão despediu os
israelitas, cada um para a sua tenda, ficando apenas com os trezentos. O
acampamento de Madiã estava embaixo, no vale.

A GUERRILHA
9. Nessa noite, Javé disse a Gedeão: “Levante-se e desça até o
acampamento inimigo, pois eu vou entregá-lo a você.
10. Se você tem medo de descer, vá com o seu servo Fara.
11. Quando você escutar o que eles dizem, ficará animado e descerá para
atacá-los”. E Gedeão foi com o seu servo Fara até a frente do acampamento.
12. Os madianitas, amalecitas e orientais estavam deitados no vale. Eram
numerosos como gafanhotos, e seus camelos eram incontáveis como areia da praia.

13. Gedeão chegou perto e ouviu um homem contando um sonho ao
companheiro: “Veja só o que sonhei: Meu pão de cevada estava rolando no
acampamento de Madiã, atingiu a tenda, chocou-se contra ela e a fez cair de alto
a baixo”.
14. O companheiro respondeu: “Isso só pode ser a espada de Gedeão, filho
de Joás, o israelita. Deus entregou Madiã e todo este acampamento nas mãos
dele”.
15. Quando Gedeão ouviu o sonho e a interpretação, prostrou-se por terra.
Depois voltou ao acampamento israelita e disse: “Levantem-se, porque Javé
entrega a vocês o acampamento de Madiã”.
16. Gedeão dividiu os trezentos homens em três grupos. Depois, para cada
um distribuiu uma trombeta, um pote vazio e uma tocha dentro do pote,
17. dizendo: “Prestem atenção em mim, e façam o que eu fizer. Quando eu
chegar à frente do acampamento, façam o que eu fizer.
18. Eu e todos os que estão comigo vamos tocar a trombeta. Então, vocês
também tocarão as trombetas ao redor do acampamento, e gritarão: ‘Por Javé e por
Gedeão!’ ”
19. Gedeão e os cem homens que o acompanhavam chegaram à frente do
acampamento na hora em que começava a troca da guarda, à meia-noite. Quando se
estava fazendo a troca da guarda, Gedeão tocou a trombeta e quebrou o pote que
levava na mão.
20. Nesse momento, os três grupos tocaram as trombetas e quebraram os
potes. A seguir, levantaram a tocha na mão esquerda e a trombeta na direita,
gritando: “Espada por Javé e por Gedeão!”
21. E ficaram parados, cada um no seu lugar, ao redor do acampamento. O
acampamento inimigo ficou alvoroçado e começaram a gritar e fugir.
22. Enquanto os trezentos homens tocavam as trombetas, Javé fez com que
uns e outros no acampamento se matassem ao fio da espada. Depois fugiram até
Bet-Seta, perto de Sartã, até junto de Abel-Meúla, perto de Tebat.
23. Os israelitas de Neftali, de Aser e de todo o Manassés se uniram e
perseguiram Madiã.
24. Gedeão tinha enviado mensageiros por todas as montanhas de Efraim,
avisando: “Ocupem antes deles as fontes de água até Bet-Bera e o Jordão”. Os
efraimitas então se reuniram e ocuparam as fontes de água até Bet-Bera e o
Jordão.
25. E prenderam Oreb e Zeb, os dois chefes dos madianitas. Mataram Oreb
no rochedo de Oreb, e Zeb no tanque de pisar uvas de Zeb. Depois perseguiram os
madianitas e levaram a Gedeão as cabeças de Oreb e Zeb, no outro lado do Jordão.

[Juízes 8]Juízes 8

1. Os efraimitas se queixaram a Gedeão: “Por que você fez isso conosco?
Porque não nos convocou quando saiu para combater Madiã?” E discutiram
violentamente com Gedeão.
2. Ele, porém, respondeu: “Que fiz eu em comparação com o que vocês
fizeram? Vale mais o restolho de Efraim do que a vindima de Abiezer!
3. Foi na mão de vocês que Javé entregou Oreb e Zeb, os chefes de Madiã.
Que pude fazer eu, em comparação com o que vocês fizeram?” Ao ouvir isso, a ira
dos efraimitas se acalmou.

FALTA DE SOLIDARIEDADE
4. Gedeão chegou até o rio Jordão e o atravessou com seus trezentos
homens, já esgotados e famintos.
5. Então Gedeão pediu ao povo de Sucot: “Por favor! Dêem alguns pães para
os homens que me acompanham pois estão cansados, e estou perseguindo Zebá e
Sálmana, reis de Madiã”.
6. As autoridades de Sucot perguntaram: “Por acaso vocês já prenderam
Zebá e Sálmana para darmos comida ao exército de vocês?”
7. Gedeão respondeu: “Muito bem. Quando Javé tiver entregue Zebá e
Sálmana em minhas mãos, vou rasgar a carne de vocês com espinhos e cardos do
deserto”.
8. Depois, Gedeão subiu daí para Fanuel, e fez o mesmo pedido aos homens
de Fanuel, que responderam como os de Sucot.
9. Gedeão disse ao povo de Fanuel: “Quando eu voltar vitorioso, vou
derrubar esta torre”.
10. Zebá e Sálmana estavam em Carcar, com seu exército, cerca de quinze
mil homens. Era o que restava do exército dos orientais, pois as baixas tinham
sido de cento e vinte mil homens.
11. Gedeão subiu pela rota dos beduínos, a leste de Nob e Jegbaá, e
atacou o inimigo quando este menos esperava.
12. Zebá e Sálmana escaparam, mas Gedeão perseguiu e capturou os dois
reis de Madiã. O resto do exército debandou.
13. Depois da batalha, Gedeão, filho de Joás, voltou pela encosta de
Hares.
14. Deteve um jovem de Sucot e lhe pediu o nome das autoridades e anciãos
de Sucot. E o jovem deu por escrito o nome de setenta e sete homens.
15. Gedeão, filho de Joás, se dirigiu aos homens de Sucot e lhes disse:
“Aqui estão Zebá e Sálmana, a respeito dos quais vocês caçoaram de mim, dizendo:
‘Por acaso vocês já prenderam Zebá e Sálmana para darmos comida a seus homens
cansados’?”
16. Gedeão pegou os anciãos da cidade e rasgou a carne deles com espinhos
e cardos do deserto.
17. Destruiu também a torre de Fanuel e massacrou os habitantes da
cidade.
18. Depois perguntou a Zebá e a Sálmana: “Como eram os homens que vocês
mataram no Tabor?” Eles responderam: “Eram como você. Pareciam filhos de reis”.

19. Gedeão exclamou: “Eram meus irmãos maternos! Pela vida de Javé, se
vocês os tivessem deixado vivos, eu agora não mataria vocês”.
20. Então ordenou a Jeter, seu filho mais velho: “Vamos, mate-os”. Mas o
moço não desembainhava a espada: era ainda muito jovem e tinha medo.
21. Zebá e Sálmana pediram: “Vamos, mate-nos você. Pois você é homem
valente”. Então Gedeão foi e matou Zebá e Sálmana, levando consigo os enfeites
em forma de meia-lua que adornavam os camelos deles.

SÓ JAVÉ É REI
22. Os israelitas disseram a Gedeão: “Seja nosso rei, você e depois seu
filho e seu neto, pois você nos salvou dos madianitas”.
23. Gedeão respondeu: “Nem eu, nem meu filho seremos reis de vocês. O rei
de vocês será Javé”.
24. E acrescentou: “Vou pedir uma coisa para vocês: ‘Cada um me dê um
anel de sua parte nos despojos’ “. Os vencidos usavam anéis de ouro, porque eram
ismaelitas.
25. Eles responderam: “Daremos com prazer”. Gedeão estendeu a capa, e
cada um foi colocando um anel de sua parte nos despojos.
26. O peso dos anéis que Gedeão pediu foi de dezenove quilos de ouro, sem
contar os enfeites em forma de meia-lua, os brincos e as vestes de púrpura que
os reis madianitas usavam, além dos colares dos camelos.
27. Com tudo isso, Gedeão fez um efod e o colocou na cidade de Efra. Todo
o Israel aí se prostituiu, seguindo a Gedeão, e isso foi uma armadilha para
Gedeão e sua família.
28. Madiã foi derrotado diante dos israelitas e nunca mais levantou a
cabeça. Desse modo, a região descansou quarenta anos, enquanto Gedeão viveu.
29. E Jerobaal, filho de Joás, foi viver em sua casa.
30. Gedeão teve setenta filhos, pois tinha muitas mulheres.
31. Ele tinha uma concubina em Siquém, que lhe gerou um filho, a quem deu
o nome de Abimelec.
32. Gedeão, filho de Joás, morreu em velhice feliz, e o enterraram na
sepultura de seu pai, em Efra de Abiezer.
33. Depois da morte de Gedeão, os israelitas voltaram a se prostituir com
os ídolos e tomaram Baal-Berit como deus.
34. Os israelitas não se lembraram mais de Javé seu Deus, que os tinha
livrado do poder de todos os inimigos vizinhos.
35. Não se mostraram agradecidos à família de Jerobaal-Gedeão, por todo o
bem que ele havia feito a Israel.

[Juízes 9]Juízes 9

O PROCESSO DO PODER
1. Abimelec, filho de Jerobaal, foi a Siquém para a casa de seus tios
maternos. E propôs o seguinte a eles e a todos os parentes de seu avô materno:

2. “Digam aos senhores de Siquém: ‘O que é melhor para vocês? Que setenta
homens, os filhos de Jerobaal, governem vocês, ou que um só os governe? E
lembrem-se de que eu sou do mesmo sangue de vocês’ “.
3. Então os tios maternos de Abimelec comunicaram isso aos senhores de
Siquém, e estes tomaram o partido de Abimelec, dizendo: “Ele é nosso parente”.

4. Deram a Abimelec oitocentos gramas de prata do templo de Baal-Berit, e
Abimelec usou esse dinheiro para contratar alguns homens desocupados e
aventureiros, que se colocaram à sua disposição.
5. Foi à casa de seu pai em Efra e matou sobre a mesma pedra seus irmãos,
os setenta filhos de Jerobaal. No entanto, Joatão, o filho caçula de Jerobaal,
escapou porque se havia escondido.
6. Depois todos os senhores de Siquém e todos os de Bet-Melo se reuniram
perto do carvalho da estela que está em Siquém, e proclamaram Abimelec como rei.

O PODER É UMA ARMADILHA
7. Quando Joatão soube disso, subiu ao topo do monte Garizim, e gritou:
“Ouçam-me, senhores de Siquém, para que Deus também ouça vocês.
8. Certo dia, as árvores se puseram a caminho para ungir um rei que
reinasse sobre elas. Disseram à oliveira: ‘Reine sobre nós’.
9. A oliveira respondeu: ‘Vocês acham que vou deixar o meu azeite, que
honra deuses e homens, para ficar balançando sobre as árvores?’
10. Então as árvores disseram à figueira: ‘Venha você, e reine sobre
nós’.
11. A figueira respondeu: ‘Vocês acham que vou deixar o meu doce fruto
saboroso, para ficar balançando sobre as árvores?’
12. Então as árvores disseram à videira: ‘Venha você, e reine sobre nós’.

13. A videira respondeu: ‘Vocês acham que vou deixar meu vinho novo, que
alegra deuses e homens, para ficar balançando sobre as árvores?’
14. Então todas as árvores disseram ao espinheiro: ‘Venha você, e reine
sobre nós’.
15. Então o espinheiro respondeu às árvores: ‘Se vocês querem mesmo me
ungir para reinar sobre vocês, venham e se abriguem debaixo da minha sombra.
Senão, sairá fogo do espinheiro e devorará os cedros do Líbano’.
16. Pois bem! Será que vocês procederam com sinceridade e lealdade
proclamando Abimelec como rei? Será que vocês agiram bem com Jerobaal e sua
família? Será que vocês se comportaram com ele conforme os favores que ele fez a
vocês?
17. Meu pai lutou por vocês e até arriscou a vida para livrá-los do poder
de Madiã.
18. No entanto, hoje vocês se revoltaram contra a família do meu pai,
assassinaram sobre a mesma pedra os setenta filhos dele, e proclamaram rei dos
senhores de Siquém esse Abimelec, filho de uma escrava do meu pai, com o
pretexto de que ele é parente de vocês.
19. Muito bem! Se vocês agiram com sinceridade e lealdade com Jerobaal e
sua família, então façam festa com Abimelec, e que ele festeje com vocês.
20. Caso contrário, que saia fogo de Abimelec e devore os senhores de
Siquém e de Bet-Melo, e que saia fogo dos senhores de Siquém e de Bet-Melo, e
devore Abimelec”.
21. Depois Joatão tornou a fugir e foi para Bera. Aí ficou, longe do seu
irmão Abimelec.

O ESPÍRITO DA DIVISÃO
22. Abimelec governou Israel durante três anos.
23. Depois disso, Deus enviou um espírito mau entre Abimelec e os
senhores de Siquém, e estes traíram Abimelec.
24. Desse modo, o assassinato dos setenta filhos de Jerobaal e o sangue
deles caiu sobre Abimelec, que os havia assassinado, e sobre os senhores de
Siquém, que tinham sido cúmplices no massacre.
25. Os senhores de Siquém tinham armado emboscadas no alto dos montes e
assaltavam todos os que passavam pelo caminho. E Abimelec foi informado disso.

TENTATIVA FRUSTRADA
26. Gaal, filho de Obed, foi a Siquém com seus irmãos e ganhou a
confiança dos senhores de Siquém.
27. Saíram ao campo para colher as uvas, pisaram as uvas e celebraram a
festa. Foram ao templo do seu deus; aí comeram e beberam, amaldiçoando Abimelec.

28. Gaal, filho de Obed, disse: “Quem é Abimelec e o que é Siquém, para
ficarmos a serviço deles? Por acaso ele não é o filho de Jerobaal, e Zebul não é
o governador deles? Que sirvam o povo de Hemor, pai de Siquém! Por que nós
deveríamos servir Abimelec?
29. Eu gostaria de ter o poder sobre esse povo. Então eu pegaria Abimelec
e lhe diria: ‘Reforce seu exército e venha para o combate’!”
30. Zebul, governador da cidade, ouviu o que havia dito Gaal, filho de
Obed. Ficou cheio de raiva
31. e mandou secretamente mensageiros a Abimelec, avisando-o: “Gaal,
filho de Obed, chegou com seus irmãos a Siquém e estão subvertendo a cidade
contra você.
32. Venha de noite com seu pessoal e fique de emboscada no campo.
33. De manhãzinha, apareça e ataque a cidade. Quando Gaal e os que estão
com ele saírem ao seu encontro, faça o que você achar melhor”.
34. Abimelec se pôs a caminho de noite com seu pessoal, e armaram
emboscada diante de Siquém, divididos em quatro grupos.
35. Gaal, filho de Obed, saiu e parou na porta da cidade. Então Abimelec,
com seu pessoal, saiu da emboscada.
36. Vendo toda essa gente, Gaal disse a Zebul: “Veja! Está descendo gente
do alto dos montes”. Zebul respondeu: “O que você está vendo é a sombra dos
montes, e pensa que é gente”.
37. Gaal insistiu: “Está descendo gente do Umbigo da Terra, e mais um
grupo está vindo pela estrada do carvalho dos Adivinhos”.
38. Então Zebul lhe disse: “Onde está agora essa boca que falava: ‘Quem é
Abimelec, para que sejamos seus escravos?’ São esses que você desprezava. Saia
agora e lute contra eles”.
39. Então Gaal saiu à frente dos senhores de Siquém e começou a lutar
contra Abimelec.
40. E Abimelec o perseguiu. Gaal fugiu e muitos caíram mortos antes de
chegar à porta da cidade.
41. Abimelec voltou para Aruma, e Zebul expulsou, de Siquém, Gaal e seus
irmãos.

A VINGANÇA
42. No dia seguinte, o povo saiu para o campo, e Abimelec foi informado.

43. Tomou então seu pessoal, o dividiu em três grupos, e se pôs de
emboscada no campo. Quando viu o povo sair da cidade, lançou-se ao ataque e o
massacrou.
44. Abimelec e seu pessoal avançaram e se colocaram na entrada da porta
da cidade, enquanto os outros dois grupos atacavam e massacravam os que tinham
saído pelo campo.
45. Abimelec atacou a cidade o dia inteiro. Depois de tomá-la, massacrou
os habitantes, destruiu a cidade e espalhou sal sobre ela.
46. Ao saber disso, todos os senhores da Torre de Siquém se refugiaram na
cripta do templo de El-Berit.
47. Quando Abimelec soube que todos os senhores da Torre de Siquém
estavam reunidos,
48. subiu ao monte Selmon com todo o seu pessoal, pegou do machado,
cortou um galho de árvore, o colocou nos ombros, e disse aos outros: “Depressa.
Façam a mesma coisa”.
49. Cada um cortou um galho de árvore e seguiu Abimelec. Amontoaram os
galhos sobre a cripta e os queimaram sobre aqueles que aí estavam escondidos.
Todos os habitantes da Torre de Siquém morreram, cerca de mil, entre homens e
mulheres.

MORTE DO OPRESSOR
50. Depois disso, Abimelec avançou contra Tebes, a cercou e tomou.
51. No centro da cidade havia uma torre fortificada, onde todos os
homens, mulheres e senhores da cidade se refugiaram. Fecharam a porta e subiram
ao terraço.
52. Abimelec se aproximou da torre, procurando assaltá-la. Quando chegou
perto da porta para atear fogo,
53. uma mulher jogou uma mó de moinho sobre a cabeça dele e lhe fraturou
o crânio.
54. Abimelec chamou logo o escudeiro e disse: “Pegue a espada e mate-me,
para não dizerem que uma mulher me matou”. O escudeiro o atravessou com a
espada, e ele morreu.
55. Quando os israelitas viram que Abimelec tinha morrido, voltou cada um
para sua casa.
56. Desse modo, Deus fez cair sobre Abimelec o mal que ele tinha feito a
seu pai, massacrando seus setenta irmãos.
57. Do mesmo modo, Deus fez cair sobre os habitantes de Siquém todo o mal
que haviam feito. E assim se cumpriu a maldição de Joatão, filho de Jerobaal.

[Juízes 10]Juízes 10

TOLA E JAIR
1. Depois de Abimelec, surgiu Tola, filho de Fua, filho de Dodo, para
livrar Israel. Ele era da tribo de Issacar e vivia em Samir, na região
montanhosa de Efraim.
2. Foi juiz em Israel durante vinte e três anos. Depois morreu, e foi
sepultado em Samir.
3. Depois de Tola, surgiu Jair de Galaad, que julgou Israel durante vinte
e dois anos.
4. Jair tinha trinta filhos, que montavam trinta jumentos, e possuíam
trinta cidades, que ainda hoje se chamam Aldeias de Jair, em Galaad.
5. Depois Jair morreu, e o sepultaram em Camon.

REVER OS ERROS PARA APRENDER
6. Os israelitas tornaram a fazer o que Javé reprova: prestaram culto a
Baal e Astarte, e também aos deuses de Aram e de Sidônia, aos deuses de Moab e
dos amonitas e filisteus. Abandonaram a Javé, e já não lhe prestavam culto.
7. Então a ira de Javé se inflamou contra Israel. E Javé o entregou aos
filisteus e amonitas,
8. que, a partir desse momento, humilharam e oprimiram durante dezoito
anos todos os israelitas que habitavam em Galaad, na Transjordânia, terra dos
amorreus.
9. Os amonitas atravessaram o Jordão, com intenção de lutar também contra
Judá, Benjamim e a tribo de Efraim. E a situação de Israel chegou ao pior
extremo.
10. Então os israelitas clamaram a Javé: “Pecamos contra ti. Abandonamos
a Javé nosso Deus, para prestar culto aos ídolos”.
11. Javé disse aos israelitas: “Eu, por acaso, não libertei vocês dos
egípcios, amorreus, amonitas e filisteus?
12. Os sidônios, amalecitas e madianitas oprimiram vocês. Então vocês
clamaram a mim, e eu os salvei.
13. No entanto, vocês me abandonaram para servir a outros deuses. Por
isso não vou mais salvar vocês.
14. Vão clamar aos deuses que vocês escolheram. Eles é que devem salvar
vocês no tempo do aperto!”
15. Então os israelitas insistiram: “Nós pecamos. Faze de nós o que
achares melhor, mas liberta-nos hoje”.
16. Eles deixaram os deuses estrangeiros e prestaram culto a Javé. E Javé
não pôde mais suportar o sofrimento de Israel.
17. Os amonitas se reuniram e acamparam em Galaad. Os israelitas também
se reuniram e acamparam em Masfa.
18. Então o povo e os chefes de Galaad comentaram: “Quem terá coragem de
atacar os amonitas? Esse vai ser o chefe de todos os habitantes de Galaad”.

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[Juízes 11]Juízes 11

DEUS LIBERTA ATRAVÉS DOS MARGINALIZADOS
1. Jefté, o galaadita, era um guerreiro valente, filho de Galaad e de uma
prostituta.
2. Galaad teve outros filhos com sua esposa legítima. E quando estes
cresceram, expulsaram Jefté, dizendo: “Você não pode participar da herança do
nosso pai, porque você é filho de outra mulher”.
3. Jefté fugiu para longe de seus irmãos e se estabeleceu na terra de
Tob. Aí reuniu uma turma de desocupados, que andavam com ele.
4. Algum tempo depois, os amonitas declararam guerra a Israel.
5. Quando os amonitas começaram a atacar Israel, os anciãos de Galaad
foram procurar Jefté, na terra de Tob,
6. e lhe disseram: “Venha ser o nosso comandante na guerra contra os
amonitas”.
7. Jefté, porém, respondeu: “Vocês me odiaram e me expulsaram da casa de
meu pai. Por que vêm me procurar na hora do aperto?”
8. Os anciãos de Galaad disseram a Jefté: “Pois é. Agora vimos procurar
você, para que você venha lutar conosco contra os amonitas. Você será o nosso
chefe e também o de todos os habitantes de Galaad”.
9. Jefté respondeu aos anciãos: “Vocês querem que eu volte para lutar
contra os amonitas? Pois bem! Se Javé os entregar na minha mão, então eu serei o
chefe de vocês”.
10. Os anciãos de Galaad disseram a Jefté: “Que Javé nos castigue, se não
fizermos o que você está dizendo”.
11. Então Jefté foi com os anciãos de Galaad. O povo o nomeou chefe e
comandante, e Jefté prestou juramento em Masfa, na presença de Javé.

TENTATIVA DE ACORDO
12. Jefté enviou emissários ao rei dos amonitas, com a seguinte mensagem:
“O que foi que eu fiz, para que você venha atacar a minha terra?”
13. O rei dos amonitas respondeu aos emissários de Jefté: “Quando Israel
veio do Egito ele se apoderou da minha terra, desde o rio Arnon até o Jaboc e o
Jordão. Devolva-me agora, em paz, o que você me tomou”.
14. Jefté enviou novamente emissários ao rei dos amonitas
15. com esta mensagem: “Assim diz Jefté: Os israelitas não se apoderaram
do país de Moab, nem do país de Amon.
16. Quando Israel veio do Egito, caminhou pelo deserto até o mar
Vermelho, e chegou a Cades.
17. Então Israel enviou emissários ao rei de Edom, pedindo para
atravessar o país. Mas o rei de Edom não fez caso. Israel enviou também
emissários ao rei de Moab e também este não fez caso. Então Israel ficou em
Cades,
18. e depois seguiu pelo deserto, contornou o país de Edom e de Moab,
chegou à parte oriental de Moab e acampou no outro lado do rio Arnon, sem violar
a fronteira, porque o Arnon é a fronteira de Moab.
19. Em seguida, Israel enviou emissários a Seon, rei dos amorreus, que
reinava em Hesebon, pedindo que os deixasse atravessar o território dele, para
chegar ao próprio destino.
20. Seon, porém, recusou, não acreditando no pedido de Israel para lhe
atravessar a fronteira, e reuniu seu exército, acampou em Jasa, e atacou Israel.

21. Javé, Deus de Israel, entregou Seon e seu exército nas mãos de
Israel, que os derrotou e tomou posse da terra dos amorreus que habitavam nessa
região.
22. Foi assim que Israel tomou posse da região dos amorreus, desde o
Arnon até o Jaboc, e desde o deserto até o Jordão.
23. Pois bem! Se Javé, Deus de Israel, expulsou os amorreus diante do seu
povo Israel, será você agora quem nos vai expulsar?
24. Você possui tudo o que seu deus Camos lhe deu. E nós possuímos o que
Javé nosso Deus tomou de seus possuidores.
25. Será que você é melhor do que Balac, filho de Sefor, rei de Moab? Ele
se atreveu a lutar contra Israel? Ele declarou guerra a Israel?
26. Há trezentos anos, Israel se estabeleceu em Hesebon e arredores, em
Aroer e arredores, e em todas as cidades que estão ao longo do rio Arnon. Por
que você não a tomou durante todo esse tempo?
27. Veja bem. Eu não ofendi você. Foi você que agiu mal, declarando
guerra contra mim. Que Javé, o Juiz, julgue entre israelitas e amonitas”.
28. Todavia, o rei dos amonitas não fez caso da mensagem de Jefté.

PROMESSA IMPRUDENTE
29. Então o espírito de Javé desceu sobre Jefté, que atravessou o
território de Galaad e Manassés, passou por Masfa e Galaad, e daí foi até os
amonitas.
30. E Jefté fez uma promessa a Javé: “Se entregares os amonitas em meu
poder,
31. então, quando eu voltar vitorioso da guerra contra eles, a primeira
pessoa que sair para me receber na porta de casa, pertencerá a Javé, e eu a
oferecerei em holocausto”.
32. Jefté partiu para guerrear contra os amonitas, e Javé os entregou em
seu poder.
33. Jefté os derrotou desde Aroer até Menit, tomando vinte cidades, e foi
até Abel-Carmim. Foi uma grande derrota, e os amonitas foram dominados pelos
israelitas.
34. Jefté voltou para a sua casa em Masfa. E foi justamente sua filha
quem saiu para recebê-lo, dançando ao som de tamborins. Era sua filha única,
pois Jefté não tinha outros filhos ou filhas.
35. Logo que viu a filha, Jefté rasgou as vestes, e gritou: “Ai, minha
filha, como sou infeliz! Você é a minha desgraça, porque eu fiz uma promessa a
Javé e não posso voltar atrás”.
36. Ela respondeu: “Pai, se você fez promessa a Javé, cumpra o que
prometeu, porque Javé concedeu a você vingar-se dos inimigos”.
37. E pediu ao pai: “Conceda-me apenas isto: deixe-me andar dois meses
pelos montes, chorando com minhas amigas, porque vou morrer virgem”.
38. Jefté lhe disse: “Vá”. E deixou-a andar por dois meses. Ela foi pelos
montes com suas amigas, chorando porque ia morrer virgem.
39. Dois meses depois, ela voltou para casa, e seu pai cumpriu a promessa
que tinha feito. A moça era virgem. Daí começou um costume em Israel:
40. todos os anos as moças israelitas saem por quatro dias para chorar a
filha de Jefté, o galaadita.

[Juízes 12]Juízes 12

A COMICHÃO DO PODER
1. Os efraimitas se reuniram, atravessaram o Jordão a caminho do norte, e
perguntaram a Jefté: “Por que você fez guerra contra os amonitas, sem nos
convidar para ir junto? Vamos queimar sua casa com você dentro”.
2. Jefté respondeu: “Eu e meu povo tivemos um grande conflito com os
amonitas. Pedi ajuda a vocês, e vocês a negaram.
3. Quando vi que ninguém aparecia para ajudar, arrisquei a vida, marchei
contra os amonitas e Javé os entregou em meu poder. Por que é que vocês vêm hoje
contra mim?”
4. Então Jefté reuniu os galaaditas e atacou os efraimitas. Os efraimitas
foram derrotados, porque diziam: “Vocês, galaaditas, são fugitivos de Efraim,
pois Galaad fica entre Efraim e Manassés”.
5. E os galaaditas ocuparam os vaus do Jordão, cortando a passagem de
Efraim. Quando os efraimitas fugitivos pediam para passar, os galaaditas
perguntavam: “Você é efraimita?”
6. Se ele dizia que não, eles pediam: “Então diga Chibôlet“.
Ele dizia

Cibôlet,
porque não conseguia pronunciar doutro modo. Então eles o agarravam e o matavam
nos vaus do Jordão. Nesse tempo, foram mortos quarenta e dois mil efraimitas.

7. Jefté foi juiz em Israel durante seis anos. Depois morreu e foi
sepultado em sua cidade, em Galaad.

ABESÃ, ELON E ABDON
8. Depois de Jefté, o juiz em Israel foi Abesã, de Belém.
9. Ele teve trinta filhos e trinta filhas. Casou as filhas fora, e trouxe
de fora trinta mulheres para seus filhos. Foi juiz em Israel durante sete anos.

10. Depois morreu e foi sepultado em Belém.
11. Depois de Abesã, o juiz em Israel foi Elon, de Zabulon. Foi juiz em
Israel durante dez anos.
12. Depois morreu e foi sepultado em Aialon, na terra de Zabulon.
13. Depois de Elon, o juiz em Israel foi Abdon, filho de Ilel de Faraton.

14. Ele teve quarenta filhos e trinta netos, que montavam setenta
jumentos. Foi juiz em Israel durante oito anos.
15. Depois morreu e foi sepultado em Faraton, na terra de Efraim, na
região montanhosa dos amalecitas.

[Juízes 13]Juízes 13

NASCIMENTO DE UM HERÓI
1. Os israelitas tornaram a fazer o que Javé reprova. E Javé os entregou
aos filisteus durante quarenta anos.
2. Havia um homem de Saraá, do clã de Dã, que se chamava Manué. Sua
mulher era estéril e não tinha filhos.
3. O anjo de Javé apareceu à mulher e lhe disse: “Você é estéril e não
tem filhos, mas ficará grávida e dará à luz um filho.
4. Tome cuidado: não beba vinho, nem qualquer outra bebida alcoólica, e
não coma nada que seja impuro,
5. porque você ficará grávida e dará à luz um filho. A navalha não será
passada sobre a cabeça do menino, porque desde o seio da mãe ele será consagrado
a Deus. É ele quem começará a salvar Israel do poder dos filisteus”.
6. A mulher foi falar assim ao marido: “Um homem de Deus veio me visitar.
Pela sua aparência majestosa, parecia um anjo de Deus. Eu não perguntei de onde
ele veio, nem ele me disse o seu nome.
7. Ele só me falou o seguinte: ‘Você ficará grávida e dará à luz um
filho; tome cuidado para não beber vinho, nem qualquer outra bebida alcoólica, e
não coma nada que seja impuro, porque o menino será consagrado a Deus, desde o
seio de sua mãe até o dia de sua morte’ “.
8. Então Manué rezou a Javé: “Eu te peço, Senhor: que o homem de Deus que
enviaste, volte e nos diga o que devemos fazer com o menino, quando ele nascer”.

9. Deus ouviu a oração de Manué, e o anjo de Deus apareceu outra vez à
mulher, quando ela estava no campo. Seu marido Manué não estava com ela.
10. A mulher foi correndo avisar o marido: “O homem que me visitou outro
dia, voltou”.
11. Manué seguiu a mulher e foi perguntar ao homem: “Foi você quem falou
com esta mulher?” Ele respondeu: “Sim. Fui eu mesmo”.
12. Manué disse: “Quando se realizar a sua palavra, como será o
comportamento do menino? O que é que ele deve fazer?”
13. O anjo de Javé respondeu a Manué: “A mulher não poderá fazer nada
daquilo que lhe foi proibido:
14. não colocará na boca nada que seja feito de uva, não beberá vinho nem
bebida alcoólica e não comerá nenhuma coisa impura. Ela deve observar tudo o que
eu mandei”.
15. Manué disse ao anjo de Javé: “Fique conosco, que vamos preparar um
cabrito para você”.
16. O anjo de Javé respondeu a Manué: “Mesmo que eu fique, não provarei a
sua comida. Mas, se você quiser, prepare um holocausto e ofereça a Javé”. Manué
não tinha percebido que esse homem era o anjo de Javé.
17. E Manué perguntou: “Qual é o seu nome, para que possamos agradecer a
você, quando suas palavras se realizarem?”
18. O anjo de Javé retrucou: “Por que você está querendo saber o meu
nome? Ele é misterioso”.
19. Então Manué pegou o cabrito com a oferta, e ofereceu-o sobre a rocha
em holocausto a Javé, que realiza coisas misteriosas. Manué e sua mulher ficaram
observando.
20. Quando a chama do altar subiu para o céu, o anjo de Javé também subiu
na chama. Vendo isso, Manué e sua mulher caíram com o rosto no chão.
21. O anjo de Javé não apareceu mais, nem para Manué nem para a sua
mulher. Então Manué entendeu que era o anjo de Javé.
22. Ele disse à sua mulher: “Certamente morreremos, porque vimos a Deus”.

23. A mulher respondeu: “Se Javé nos quisesse matar, não teria aceito o
holocausto e a oferta, não nos teria mostrado tudo o que vimos, nem nos teria
comunicado essas coisas”.
24. A mulher deu à luz um filho e lhe deu o nome de Sansão. O menino
cresceu e Javé o abençoou.
25. E o espírito de Javé começou a agitar Sansão no Acampamento de Dã,
entre Saraá e Estaol.

[Juízes 14]Juízes 14

FORÇA E DOÇURA
1. Sansão desceu a Tamna, e aí viu uma jovem filistéia.
2. Quando voltou, disse a seus pais: “Eu vi uma jovem filistéia em Tamna.
Peçam que ela seja minha esposa”.
3. Os seus pais responderam: “Será que não existe mulher nenhuma entre
seus parentes e no meio de todo o nosso povo, para você se casar com uma mulher
desses filisteus incircuncisos?” Sansão insistiu com o pai: “Peça que ela seja
minha esposa, pois é dela que eu gosto”.
4. Seus pais não sabiam que era Javé quem fazia isso, buscando um
pretexto contra os filisteus, porque nessa época os filisteus dominavam Israel.

5. Sansão desceu a Tamna. Chegando perto dos vinhedos de Tamna, viu um
leãozinho que vinha rugindo ao seu encontro.
6. O espírito de Javé desceu sobre Sansão, e ele, sem ter nada nas mãos,
despedaçou o leãozinho, como se despedaça um cabrito. Sansão, porém, não contou
nada a seus pais.
7. Ele desceu a Tamna, falou com a moça e ficou gostando dela.
8. Algum tempo depois, quando estava indo para se casar com ela,
desviou-se do caminho para ver o leão morto. Encontrou um enxame de abelhas com
mel, na carcaça do leão.
9. Recolheu o mel na mão e foi comendo pelo caminho. Quando alcançou seus
pais, deu-lhes mel, e eles comeram. Sansão, porém, não disse para eles que tinha
tirado o mel da carcaça do leão.
10. Desceu até a casa da moça e aí ofereceu um banquete, como os jovens
costumam fazer.
11. Desde que o viram, escolheram trinta companheiros para ficarem com
ele.
12. Sansão disse aos companheiros: “Vou propor a vocês uma adivinhação.
Se vocês acertarem a resposta durante os sete dias do banquete, eu lhes darei
trinta peças de linho e trinta roupas de festa.
13. Mas se vocês não adivinharem a resposta, vocês é que me devem dar
trinta peças de linho e trinta roupas de festa”. Eles disseram: “Vamos lá. Qual
é a adivinhação?”
14. Sansão propôs: “Do que come saiu comida, e do forte saiu doçura”.
Três dias depois, eles ainda não tinham adivinhado a resposta.
15. No quarto dia, disseram à mulher de Sansão: “Convença o seu marido a
dizer a resposta da adivinhação. Senão, nós vamos pôr fogo em você e na casa de
seu pai. Ou será que você nos convidou só para nos deixar sem nada?”
16. A mulher de Sansão foi e dizia, chorando no ombro dele: “Você não me
ama. O que você sente por mim é ódio. Você propôs uma adivinhação para os homens
do meu povo, e não diz para mim qual é a resposta!” Sansão respondeu: “Nem para
meus pais eu disse; por que iria dizer a você?”
17. No entanto, ela chorou no ombro dele durante os sete dias do
banquete. Importunava tanto que, no sétimo dia, Sansão acabou contando para ela
a resposta. E ela foi contar aos homens do seu povo.
18. No sétimo dia, antes que Sansão fosse para o quarto de dormir, os
homens da cidade chegaram e disseram: “O que é mais doce do que o mel, e o que é
mais forte do que o leão?” Sansão replicou: “Se vocês não tivessem arado com
minha novilha, vocês não teriam acertado a adivinhação”.
19. Então o espírito de Javé desceu sobre Sansão e apossou-se dele. Ele
foi até Ascalon, matou trinta homens, tirou as roupas deles e deu para os que
tinham adivinhado a resposta. Depois, cheio de raiva, voltou para a casa do seu
pai.
20. Sua mulher foi então dada a um dos companheiros que haviam cuidado
dele.

[Juízes 15]Juízes 15

UM EXÉRCITO DE RAPOSAS
1. Algum tempo depois, durante a colheita do trigo, Sansão foi visitar
sua mulher, levando para ela um cabrito, e pensando: “Vou entrar no quarto da
minha mulher”. Mas o sogro não o deixou entrar, e disse:
2. “Achei que você não gostava mais dela, e por isso a dei para um dos
seus companheiros. Mas veja: a irmã menor é mais bonita! Fique com ela em lugar
da outra”.
3. Sansão, porém, replicou: “Desta vez não sou culpado do mal que vou
fazer aos filisteus”.
4. Então Sansão foi, pegou trezentas raposas, preparou tochas, amarrou
rabo com rabo de cada duas raposas, e neles amarrou as tochas.
5. Depois ateou fogo nas tochas e soltou as raposas no meio das
plantações dos filisteus. Desse modo, queimou não só os feixes de trigo já
colhidos, mas também o que ainda estava plantado, e até as vinhas e oliveiras.

6. Os filisteus perguntaram: “Quem foi que fez isso?” Responderam: “Foi
Sansão, o genro do homem de Tamna. Ele fez isso porque o sogro lhe tirou a
mulher e a deu ao seu companheiro”. Então os filisteus subiram e puseram fogo na
mulher e na casa do pai dela.
7. Sansão disse aos filisteus: “Já que vocês fizeram isso, não vou parar,
enquanto não me vingar de vocês”.
8. E caiu sobre eles, fazendo um massacre terrível. Depois foi para a
gruta do rochedo de Etam e aí ficou morando.

ARMA DE SANSÃO
9. Os filisteus subiram e acamparam contra Judá, saindo para atacar na
região de Queixada.
10. Os habitantes de Judá protestaram: “Por que vocês subiram contra
nós?” Os filisteus responderam: “Aqui estamos para prender Sansão e lhe devolver
o que ele fez conosco”.
11. Três mil homens de Judá foram à gruta do rochedo de Etam e disseram a
Sansão: “Você não sabe que estamos sob o domínio dos filisteus? Por que você fez
isso conosco?” Sansão respondeu: “Paguei a eles com a mesma moeda”.
12. Eles insistiram: “Viemos aqui para prender você e o entregar aos
filisteus”. Sansão disse: “Jurem que vocês não vão me matar”.
13. Eles responderam: “Não. Só queremos prender você e o entregar a eles.
Não pretendemos matá-lo”. Então o amarraram com duas cordas novas e o levaram
para fora do rochedo.
14. Quando Sansão estava chegando a Queixada, os filisteus foram
recebê-lo com grande algazarra. O espírito de Javé invadiu Sansão, e as cordas
que lhe amarravam os braços ficaram como fio de linho queimado, e os laços que
prendiam suas mãos se soltaram.
15. Vendo uma queixada de jumento ainda fresca, Sansão a pegou e com ela
matou mil homens.
16. Depois Sansão cantou: “Com uma queixada de jumento eu os amontoei.
Com uma queixada de jumento, mil homens eu matei”.
17. Quando acabou de cantar, jogou longe a queixada. É por isso que se
deu a esse lugar o nome de Alto da Queixada.
18. Depois, Sansão ficou com muita sede e gritou para Javé: “Tu me
concedeste essa grande vitória. Será que agora vou morrer de sede e cair nas
mãos desses incircuncisos?”
19. Então Deus fendeu a rocha que está em Queixada, e dela correu água.
Sansão bebeu, recuperou as forças e se reanimou. É por isso que deram o nome de
Fonte do Grito para a fonte que ainda existe em Queixada.
20. Sansão foi juiz em Israel durante vinte anos, no tempo dos filisteus.

[Juízes 16]Juízes 16

A PORTA DE GAZA
1. Sansão foi a Gaza, viu aí uma prostituta e dormiu com ela.
2. E a notícia espalhou-se em Gaza: “Sansão está aqui”. Fizeram rondas e
todos passaram a noite vigiando junto à porta da cidade. Passaram tranqüilamente
toda a noite, porque diziam: “De manhã nós o mataremos”.
3. Sansão, porém, ficou deitado até a meia-noite. À meia-noite
levantou-se, pegou as folhas da porta com os batentes, arrancou-as com tranca e
tudo, colocou-as no ombro e as carregou até o alto da montanha que está diante
de Hebron.

SANSÃO E DALILA
4. Depois disso tudo, Sansão se apaixonou por Dalila, mulher do vale de
Sorec.
5. Os chefes dos filisteus procuraram Dalila e lhe propuseram: “Seduza
Sansão e descubra onde está a grande força dele e de que modo o poderemos
dominar, amarrar e prender. E cada um de nós dará mil e cem moedas de prata para
você”.
6. Dalila disse a Sansão: “Vamos, me conte o segredo de sua grande força
e como é que você deveria ser amarrado para ficar dominado”.
7. Sansão lhe disse: “Se me amarrarem com sete cordas de arco novas, que
ainda não foram postas para secar, eu perderei a minha força e ficarei como
qualquer outro homem”.
8. Os chefes dos filisteus levaram a Dalila sete cordas de arco novas que
ainda não tinham sido postas para secar, e Dalila usou as cordas para amarrar
Sansão.
9. Ela havia escondido no quarto alguns homens. Depois gritou: “Sansão,
os filisteus vão pegar você!” Mas Sansão arrebentou as cordas como se fossem um
cordão de estopa meio queimado. E ninguém ficou sabendo o segredo de sua força.

10. Dalila se queixou com Sansão: “Você caçoou de mim e mentiu. Vamos, me
diga como seria possível dominar você”.
11. Sansão respondeu: “Se me amarrarem com cordas novas, que ainda não
tenham sido usadas, eu perderei a minha força e ficarei como qualquer outro
homem”.
12. Então Dalila pegou cordas novas, amarrou Sansão e gritou: “Sansão, os
filisteus vão pegar você!” Ela havia escondido no quarto alguns homens, mas
Sansão arrebentou como se fosse uma linha as cordas que lhe amarravam os braços.

13. Dalila se queixou de novo: “Até agora você só caçoou de mim e me
disse mentiras. Vamos, me diga como você pode ser dominado”. Sansão respondeu:
“Se você tecer as sete tranças do meu cabelo com a urdidura de um tear, e as
fixar com um pino, perderei a minha força e ficarei como qualquer outro homem”.

14. Dalila fez Sansão dormir, teceu as sete tranças de seu cabelo com a
urdidura, prendeu-as com um pino, e gritou: “Sansão, os filisteus vão pegar
você!” Sansão acordou e arrancou o pino do tear junto com a urdidura.
15. Então Dalila lhe disse: “Como você pode dizer que me ama se não
confia em mim? Você já me enganou três vezes e não me contou o segredo de sua
grande força”.
16. Como Dalila o importunasse e insistisse todos os dias com suas
queixas, Sansão caiu num desespero mortal,
17. e lhe contou todo o segredo: “A navalha nunca passou sobre a minha
cabeça, pois eu sou consagrado a Deus desde o seio de minha mãe. Se cortarem meu
cabelo, eu perderei a minha força. Ficarei fraco e seria como qualquer outro
homem”.
18. Dalila sentiu que Sansão tinha contado todo o segredo, e mandou
chamar os chefes dos filisteus, dizendo: “Venham, porque Sansão me contou todo o
segredo”. Os chefes dos filisteus foram logo, levando o dinheiro.
19. Dalila fez Sansão dormir no seu colo, chamou um homem, e este cortou
as sete tranças do cabelo de Sansão. Sansão começou a ficar fraco e sua força
desapareceu.
20. Então Dalila gritou: “Sansão, os filisteus vão pegar você!” Ele
acordou e pensou: “Vou me safar como das outras vezes”. Mas ele não percebeu que
Javé o tinha abandonado.
21. Os filisteus o agarraram, lhe furaram os olhos e o levaram para Gaza.
Aí o prenderam com duas correntes de bronze, e Sansão ficou na prisão girando a
pedra do moinho.
22. Entretanto, o cabelo que tinha sido cortado começou a crescer de
novo.
23. Os chefes dos filisteus se reuniram para oferecer um grande
sacrifício ao deus Dagon e para festejar. Diziam: “Nosso deus nos entregou o
nosso inimigo Sansão!”
24. Ao ver Sansão, o povo começou a louvar seu deus e a dizer: “Nosso
deus nos entregou o nosso inimigo Sansão, aquele que devastou nossas terras e
multiplicou nossos mortos”.
25. Quando já estavam bem alegres, disseram: “Mandem vir Sansão para nos
divertir”. Mandaram Sansão vir da prisão, para que dançasse diante deles. Quando
o colocaram entre duas colunas,
26. Sansão disse ao moço que o levava pela mão: “Deixe-me num lugar onde
eu possa tocar as colunas que sustentam o templo, para que eu possa me apoiar
nelas”.
27. O templo estava cheio de homens e mulheres, e aí se encontravam
também todos os chefes dos filisteus. Havia gente até no terraço, ao todo cerca
de três mil homens e mulheres, que assistiam a Sansão a dançar.
28. Sansão invocou a Javé: “Por favor, Senhor Javé, lembra-te de mim.
Dá-me forças mais uma vez, para que eu me vingue dos filisteus com um só golpe
por causa dos meus olhos”.
29. Sansão tocou as duas colunas centrais que sustentavam o templo,
apoiou-se numa com a direita e noutra com a esquerda,
30. e gritou: “Que eu morra junto com os filisteus”. Empurrou as colunas
com toda a força, e o templo desabou sobre os chefes e todo o povo que aí se
encontrava. Desse modo, ao morrer, Sansão matou muito mais gente do que tinha
matado durante toda a sua vida.
31. Seus parentes e toda a sua família foram e o levaram embora,
enterrando-o entre Saraá e Estaol, no túmulo do seu pai Manué. Sansão foi juiz
em Israel durante vinte anos.

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[Juízes 17]IV. O CULTO AO DEUS DO
ÊXODO

Juízes 17

1. Na região montanhosa de Efraim havia um homem que se chamava Micas.

2. Um dia, ele falou à sua mãe: “Lembra-se daquelas mil e cem moedas de
prata que a senhora pensou que tinham sido roubadas, e inclusive amaldiçoou o
ladrão, na minha frente? Aqui está o dinheiro. Fui eu que o peguei”. Sua mãe
falou: “Que Javé o abençoe, meu filho!”
3. Micas devolveu as mil e cem moedas à sua mãe, que disse: “Eu tinha
reservado esse dinheiro para Javé, em favor de meu filho, para fazer uma estátua
e um ídolo de metal fundido”.
4. E Micas devolveu o dinheiro à sua mãe. Ela pegou duzentas moedas e as
deu ao ourives para fazer uma estátua e um ídolo de metal fundido, que foram
colocados na casa de Micas.
5. Micas tinha um santuário. Fez um efod e uns ídolos domésticos, e
consagrou como sacerdote um de seus filhos.
6. Nesse tempo não havia rei em Israel, e cada um fazia o que lhe parecia
correto.
7. Havia, em Judá, um jovem de Belém, do clã de Judá, que era levita e
morava aí como imigrante.
8. Ele deixou a cidade de Belém em Judá, com intenção de se estabelecer
onde pudesse. Enquanto viajava, passou pela região montanhosa de Efraim, e
chegou à casa de Micas.
9. E Micas lhe perguntou: “De onde você vem?” Ele respondeu: “Sou levita
de Belém de Judá, e estou de viagem para me estabelecer onde puder”.
10. Micas lhe propôs: “Fique comigo, e seja para mim como pai e
sacerdote. Eu lhe darei dez moedas de prata por ano, além da roupa e da comida”.

11. O levita concordou em ficar com Micas, e este o tratou como a um
filho.
12. Micas consagrou o levita, e o jovem ficou na casa de Micas como
sacerdote.
13. E Micas pensou: “Agora estou certo de que Javé vai me favorecer, pois
tenho este levita como sacerdote”.

[Juízes 18]Juízes 18

1. Nesse tempo não havia rei em Israel, e a tribo de Dã estava procurando
um território para morar, porque ainda não tinha recebido sua herança entre as
tribos de Israel.
2. Os danitas mandaram cinco homens valentes de seu clã, de Saraá e
Estaol, para explorar a terra. Foram até a região montanhosa de Efraim e
chegaram à casa de Micas, onde passaram a noite.
3. Quando estavam perto da casa de Micas, reconheceram a voz do levita e
se aproximaram, perguntando: “Quem trouxe você para cá? O que é que você está
fazendo aqui e com que trabalha?”
4. O levita respondeu: “Micas me contratou como sacerdote”.
5. Então lhe pediram: “Consulte a Deus para sabermos se a viagem que
estamos fazendo vai dar certo”.
6. O sacerdote respondeu: “Podem ir em paz. A viagem de vocês está sob os
cuidados de Javé”.
7. Os cinco homens partiram e chegaram a Laís. Viram que os habitantes do
lugar viviam em segurança como os sidônios; viviam tranqüilos e seguros, e não
passavam privações ou apertos de nenhuma natureza. Sidônia ficava longe, e eles
não mantinham relações com os arameus.
8. Os exploradores voltaram para junto de seus irmãos em Saraá e Estaol,
e estes lhes perguntaram: “Que notícias vocês trazem?”
9. Eles responderam: “Vamos lutar contra eles, pois vimos que a terra é
excelente! Não fiquem aí parados, não hesitem para tomar posse do território.

10. Chegando lá, vocês vão encontrar um povo tranqüilo. O território é
extenso, e Deus o entregou na mão de vocês. É um lugar onde os produtos da terra
são abundantes”.
11. Então, cerca de seiscentos homens armados do clã de Dã emigraram de
Saraá e Estaol.
12. Subiram e acamparam em Cariat-Iarim, em Judá. É por isso que esse
lugar até hoje se chama Acampamento de Dã.
13. Daí passaram para a região montanhosa de Efraim e se aproximaram da
casa de Micas.
14. Os cinco exploradores que tinham estado aí disseram a seus irmãos:
“Saibam que há nessas casas um efod e ídolos domésticos, uma estátua e um ídolo
de metal fundido. Pensem bem no que vocês vão fazer”.
15. Eles se desviaram para lá, chegaram à casa do levita e o saudaram.

16. Os seiscentos danitas armados montaram guarda junto à porta,
17. e os cinco exploradores entraram na casa, pegaram a estátua, o efod,
os ídolos domésticos e o ídolo de metal fundido. Enquanto isso, o sacerdote
estava à entrada da porta com os seiscentos homens armados.
18. Eles entraram na casa de Micas, pegaram a estátua, o efod, os ídolos
domésticos e o ídolo de metal fundido. O sacerdote, então, lhes perguntou: “O
que vocês estão fazendo?”
19. Eles responderam: “Cale-se e venha conosco para ser nosso pai e
sacerdote. O que é melhor para você? Ser sacerdote na casa de um homem, ou
sacerdote de uma tribo e de um clã israelita?”
20. O sacerdote gostou. Pegou o efod, os ídolos domésticos e a estátua, e
foi com eles.
21. Retomaram o caminho e partiram, colocando à frente as mulheres e as
crianças, os animais e a bagagem.
22. Já estavam longe da casa de Micas, quando os vizinhos de Micas deram
o alarme e começaram a perseguir os danitas.
23. Como vinham gritando, os danitas viraram para trás e perguntaram a
Micas: “O que aconteceu? Por que você está gritando desse jeito?”
24. Micas respondeu: “Vocês roubaram o deus que eu havia feito e levaram
também o sacerdote. Agora estão partindo sem me deixar nada. E ainda me
perguntam o que foi que aconteceu?”
25. Os danitas disseram: “Não diga mais nada. Do contrário, alguns homens
violentos poderiam atacá-lo e você perderia a vida junto com sua família”.
26. Os danitas continuaram a viagem; Micas, percebendo que eles eram mais
fortes, recuou e voltou para casa.
27. Depois de terem se apossado do deus que Micas fizera e do sacerdote
que vivia com ele, os danitas atacaram Laís, onde morava um povo tranqüilo e
confiante. Passaram todos ao fio da espada e incendiaram a cidade,
28. sem que ninguém fosse socorrer os habitantes, porque a cidade ficava
longe de Sidônia, e eles não se relacionavam com os arameus. A cidade estava
situada no vale que se estende na direção do Bet-Roob. Os danitas reconstruíram
a cidade e aí se estabeleceram.
29. Deram à cidade o nome de Dã, que era o pai dos danitas e filho de
Israel. Antes, porém, a cidade se chamava Laís.
30. Os danitas instalaram a estátua, e Jônatas, filho de Gersam e neto de
Moisés, assim como seus filhos, foram sacerdotes da tribo de Dã, até o dia em
que as pessoas do território foram levadas para o exílio.
31. Os danitas instalaram para seu uso a estátua que Micas havia feito, e
essa estátua ficou aí durante todo o tempo em que existiu o santuário de Silo.

[Juízes 19]V. JUSTIÇA E SOLIDARIEDADE

Juízes 19

1. Nesse tempo, quando ainda não havia rei em Israel, um levita morava no
fundo da região montanhosa de Efraim e tinha uma concubina, originária de Belém
de Judá.
2. A concubina foi infiel para com ele e o deixou, voltando para a casa
de seu pai em Belém de Judá, aí permanecendo durante quatro meses.
3. O homem foi procurar a mulher para agradá-la e a trazer de volta.
Levou consigo um servo e dois jumentos. Quando estava chegando, o pai da moça o
viu e saiu todo contente para recebê-lo.
4. Seu sogro, o pai da moça, o hospedou. E ele aí ficou três dias,
comendo, bebendo e dormindo.
5. No quarto dia, quando se levantaram de manhã, o levita preparou-se
para partir. Então o pai da moça disse ao genro: “Primeiro se alimente, coma um
pedaço de pão e depois vocês partirão”.
6. Sentaram-se, comeram e beberam juntos. O pai da moça disse ao genro:
“Por favor, eu lhe peço: fique mais esta noite e alegre o seu coração”.
7. Como o levita se preparava para partir, o sogro insistiu; e então ele
pernoitou.
8. No quinto dia, o genro levantou-se de manhã para ir embora. Então o
pai da moça disse: “Primeiro se alimente”. Ficaram assim até quase o fim do dia
e comeram juntos.
9. Quando o levita se levantou para partir com sua concubina e seu servo,
o sogro, pai da moça, lhe disse: “Já está ficando tarde. Passe aqui a noite e
alegre o seu coração. Amanhã você madrugará e partirá para casa”.
10. Mas o levita não quis passar a noite. Partiu e chegou até perto de
Jebus, isto é, Jerusalém. Levava consigo dois jumentos carregados, a mulher e o
servo.
11. Quando chegaram perto de Jebus, já havia entardecido, e o servo disse
ao patrão: “Podemos desviar para essa cidade dos jebuseus e dormir aí”.
12. O patrão replicou: “Não vamos sair do nosso caminho para ficar numa
cidade de estrangeiros, de gente que não é israelita. Vamos continuar até
Gabaá”.
13. E acrescentou: “Vamos chegar até um desses lugares, Gabaá ou Ramá, e
aí passaremos a noite”.
14. Foram então mais longe e, ao pôr-do-sol, estavam perto de Gabaá de
Benjamim.
15. E entraram aí para passar a noite. O levita entrou e sentou-se na
praça da cidade, mas ninguém o convidou para passar a noite em casa.
16. Pela tarde, chegou um velho que voltava do trabalho no campo. Ele era
de Efraim; e, portanto, também ele vivia como imigrante em Gabaá, enquanto os do
lugar eram benjaminitas.
17. O velho ergueu os olhos, viu o viajante na praça da cidade, e lhe
perguntou: “De onde você vem e para onde vai?”
18. O outro respondeu: “Estamos viajando de Belém de Judá para a região
montanhosa de Efraim. Eu sou de lá. Fui a Belém de Judá e estou voltando para
casa, mas ninguém me ofereceu hospedagem.
19. Entretanto, temos palha e forragem para nossos animais, e eu também
tenho pão e vinho para mim, para minha mulher e para o servo que nos acompanha.
Não precisamos de nada”.
20. O velho disse: “Seja bem-vindo. Deixe-me ajudá-lo no que você
precisar. Não passe a noite na praça”.
21. Então o velho fez o levita entrar em sua casa e deu forragem aos
jumentos. Os viajantes lavaram os pés e depois comeram e beberam.
22. Estavam se reconfortando, quando apareceram uns desocupados da cidade
que rodearam a casa e, batendo na porta, diziam para o velho, dono da casa:
“Mande sair o homem que entrou na sua casa. Queremos aproveitar dele”.
23. O dono da casa saiu e pediu: “Por favor, irmãos, não cometam esse
crime. Ele é meu hóspede, não façam essa infâmia.
24. Vejam, tenho uma filha solteira: vou trazê-la a vocês para que façam
o que quiserem. Não façam, porém, uma infâmia contra esse homem”.
25. Mas eles não deram ouvidos. Então o levita pegou sua concubina e a
levou para fora. Eles a violentaram, abusaram dela a noite toda, até de
madrugada, e a deixaram ao amanhecer.
26. De madrugada, a mulher voltou e caiu diante da porta da casa onde seu
marido se havia hospedado. E aí ficou até o amanhecer.
27. De manhã, o marido se levantou, abriu a porta da casa e estava saindo
para continuar a viagem, quando encontrou a mulher caída na porta com as mãos
sobre a soleira.
28. E lhe disse: “Levante-se e vamos embora”. Mas ela não respondeu.
Então o levita a colocou sobre o seu jumento e se pôs a caminho.
29. Quando chegou em casa, pegou uma faca, tomou o cadáver da sua mulher,
cortou-o em doze pedaços e os mandou para todo o território de Israel.
30. Todos os que viram isso, comentavam: “Nunca aconteceu, nem se viu
coisa igual, desde o dia em que os israelitas saíram do Egito até hoje. Reflitam
sobre o assunto e tomem uma decisão”.

[Juízes 20]Juízes 20

1. Todos os israelitas, desde Dã até Bersabéia, incluindo o território de
Galaad, foram como um só homem e se reuniram em assembléia diante de Javé, em
Masfa.
2. Os chefes do povo e todas as tribos de Israel participaram da
assembléia do povo de Deus. Eram quatrocentos mil guerreiros armados de espada.

3. Os benjaminitas ficaram sabendo que os israelitas tinham ido a Masfa.
Então os israelitas disseram: “Expliquem como é que esse crime foi cometido”.

4. O levita, marido da mulher que tinha sido morta, declarou: “Minha
mulher e eu chegamos a Gabaá de Benjamim para passar a noite.
5. Os moradores de Gabaá se levantaram contra mim e, durante a noite,
cercaram a casa onde eu estava. Eles queriam me matar e violentaram minha
concubina, que acabou morrendo.
6. Então peguei minha concubina, cortei-a em pedaços e os mandei por toda
a herança de Israel, porque haviam cometido um crime infame em Israel.
7. Vocês todos são israelitas. Conversem e tomem uma decisão”.
8. Todo o povo se levantou como um só homem, dizendo: “Ninguém de nós
voltará para a sua tenda ou para casa.
9. Vamos fazer o seguinte contra Gabaá: vamos sortear os que deverão
atacá-la.
10. De todas as tribos de Israel, tomaremos dez homens de cada cem, cem
de cada mil, e mil de cada dez mil. Eles se encarregarão dos mantimentos para o
povo, para que o povo, chegando a Gabaá de Benjamim, trate a cidade de acordo
com a infâmia que ela cometeu em Israel”.
11. Desse modo, todos os israelitas se reuniram como um só homem contra a
cidade.
12. Então as tribos israelitas mandaram mensageiros para toda a tribo de
Benjamim, dizendo: “Que crime é esse que foi cometido entre vocês?
13. Entreguem esses bandidos que estão em Gabaá, para que os executemos e
eliminemos o mal do meio de Israel”. Os benjaminitas, porém, não deram ouvidos a
seus irmãos israelitas.
14. Foram de suas cidades e se reuniram em Gabaá para guerrear contra os
israelitas.
15. Nesse dia, os benjaminitas, vindos das diversas cidades, se
alistaram: eram cerca de vinte e seis mil homens armados de espada, sem contar
os habitantes de Gabaá.
16. Nesse exército, se alistaram setecentos homens escolhidos, canhotos,
capazes de acertar com a funda um fio de cabelo, sem errar.
17. Os homens de Israel também se alistaram, sem incluir Benjamim: eram
quatrocentos mil homens armados de espada e preparados para a guerra.
18. Foram a Betel e consultaram a Deus: “Quem de nós irá em primeiro
lugar para guerrear contra os benjaminitas?” Javé respondeu: “Judá”.
19. Os israelitas madrugaram, acamparam diante de Gabaá,
20. e saíram para combater Benjamim, colocando-se em ordem de batalha
diante de Gabaá.
21. Mas os benjaminitas saíram de Gabaá e nesse dia massacraram vinte e
dois mil israelitas.
23. Os israelitas voltaram a Betel para chorar até a tarde diante de
Javé. Depois consultaram Javé, perguntando: “Devemos lutar de novo contra nosso
irmão Benjamim?” Javé respondeu: “Marchem contra ele”.
22. Então os israelitas se refizeram, e novamente formaram ordem de
batalha no mesmo lugar do dia anterior.
24. No segundo dia, os israelitas se aproximaram dos benjaminitas,
25. mas nesse mesmo dia os benjaminitas saíram de Gabaá contra eles e
massacraram mais dezoito mil israelitas, todos armados de espada.
26. Então todos os israelitas foram a Betel com o povo, choraram aí
sentados diante de Javé. Jejuaram nesse dia até a tarde, ofereceram a Javé
holocaustos e sacrifícios de comunhão,
27. e depois consultaram a Javé. Nesse tempo, a arca da aliança de Deus
estava nessa região.
28. E Finéias, filho de Eleazar, filho de Aarão, oficiava junto a ela.
Eles perguntaram: “Devemos sair para combater nosso irmão Benjamim, ou devemos
desistir?” Javé respondeu: “Ataquem, porque amanhã eu o entregarei a vocês”.
29. Então os israelitas armaram emboscadas em torno de Gabaá,
30. e no terceiro dia marcharam contra os benjaminitas e, como das outras
vezes, se organizaram para a batalha diante de Gabaá.
31. Os benjaminitas saíram ao encontro dos israelitas e foram atraídos
para longe da cidade. Como das outras vezes, começaram a ferir alguns do povo
nos caminhos que vão para Betel e para Gabaon. Desse modo, mataram, em campo
aberto, cerca de trinta israelitas.
32. Os benjaminitas comentaram: “Vencemos como na primeira vez!” Mas os
israelitas tinham combinado: “Vamos fugir para atraí-los para os caminhos, longe
da cidade”.
33. Então a maior parte dos israelitas abandonou suas posições e se
organizou em Baal-Tamar. E a emboscada de Israel apareceu do lugar em que
estava, a oeste de Gaba.
34. Dez mil homens escolhidos de Israel chegaram diante de Gabaá e
começou um combate violento, sem que os benjaminitas percebessem a desgraça que
os aguardava.
35. Javé derrotou Benjamim diante de Israel. Nesse dia, os israelitas
mataram vinte e cinco mil e cem homens, todos armados de espada.
36. Os benjaminitas perceberam que tinham sido derrotados. Os israelitas
cederam terreno a Benjamim, porque confiavam na emboscada que tinham preparado
contra Gabaá.
37. Então os que estavam na emboscada se lançaram rapidamente contra
Gabaá; apareceram de repente e passaram todo o povo da cidade ao fio da espada.

38. Os israelitas tinham combinado um sinal com os que estavam na
emboscada: estes deviam fazer subir da cidade uma nuvem de fumaça como sinal;

39. nesse momento, os israelitas que estavam no combate recuariam, dando
meia-volta. Os benjaminitas já tinham matado uns trinta israelitas, e
comentavam: “Vencemos como no primeiro combate”.
40. Nesse momento, porém, a fumaça começou a subir da cidade. Os
benjaminitas olharam para trás e viram que a cidade inteira ardia em chamas até
o céu.
41. Então os israelitas deram meia-volta e os benjaminitas se apavoraram,
vendo que estavam perdidos.
42. Então os benjaminitas fugiram dos israelitas, tomando a direção do
deserto, mas os perseguidores os alcançaram e os que vinham da cidade os
massacraram, atacando-os pela retaguarda.
43. Os israelitas cercaram os benjaminitas, os perseguiram sem tréguas e
os foram esmagando até perto de Gaba, do lado leste.
44. Dezoito mil guerreiros benjaminitas caíram mortos.
45. Na fuga, eles foram para o deserto, para os lados do Rochedo de
Remon. Pelo caminho ainda caíram cerca de cinco mil. Depois os israelitas os
seguiram de perto até Gadaam e mataram mais dois mil homens.
46. O número total de benjaminitas que caíram nesse dia foi de vinte e
cinco mil homens armados de espada, todos guerreiros.
47. Na fuga, seiscentos homens foram para o deserto, na direção do
Rochedo de Remon, e aí ficaram quatro meses.
48. Os israelitas se voltaram contra os benjaminitas e passaram ao fio da
espada a população masculina da cidade e até mesmo o gado e tudo o que
encontraram. Também puseram fogo em todas as cidades que encontravam.

[Juízes 21]Juízes 21

1. Os israelitas tinham feito este juramento em Masfa: “Ninguém de nós
dará sua filha para casar com nenhum benjaminita”.
2. Foram para Betel e ficaram aí, até a tarde sentados diante de Deus,
gemendo e chorando inconsoláveis.
3. E diziam: “Javé, Deus de Israel, por que aconteceu isso em Israel?
Hoje uma tribo de Israel desapareceu”.
4. No dia seguinte, madrugaram, construíram aí um altar e ofereceram
holocaustos e sacrifícios de comunhão.
5. Depois perguntaram: “Quem das tribos de Israel não compareceu à
assembléia diante de Javé?” Isso porque eles tinham feito juramento solene
contra quem não se apresentasse diante de Javé em Masfa; quem não comparecesse
se tornaria réu de morte.
6. Os israelitas ficaram com pena de seu irmão Benjamim, e diziam: “Hoje
uma tribo foi cortada de Israel.
7. Como podemos providenciar mulheres para os sobreviventes? Nós juramos
que nunca lhes daríamos nossas filhas em casamento!”
8. Então eles perguntaram: “Quem das tribos de Israel não compareceu à
assembléia diante de Javé em Masfa?” Perceberam então que ninguém de Jabes de
Galaad tinha vindo ao acampamento onde foi feita a assembléia.
9. Foram contados todos os que tinham comparecido e, de fato, ninguém de
Jabes de Galaad tinha vindo.
10. Então a comunidade mandou para lá doze mil homens armados, com esta
ordem: “Vão e passem ao fio da espada todos os habitantes de Jabes de Galaad,
inclusive mulheres e crianças.
11. Façam de modo que todos os homens e as mulheres casadas sejam mortos.
Deixem com vida apenas as solteiras”. E eles assim fizeram.
12. Entre os habitantes de Jabes de Galaad encontraram quatrocentas
jovens não casadas, e as levaram ao acampamento em Silo, que está na terra de
Canaã.
13. Então toda a comunidade mandou mensageiros com propostas de paz aos
benjaminitas que estavam no Rochedo de Remon.
14. Os benjaminitas voltaram, e os israelitas lhes deram as mulheres de
Jabes de Galaad, que tinham sido deixadas com vida. Mas essas não eram
suficientes para todos eles.
15. O povo teve piedade de Benjamim, porque Javé havia provocado um vazio
entre as tribos de Israel.
16. Os anciãos da comunidade perguntaram: “O que é que vamos fazer para
que os restantes tenham mulheres, já que as mulheres benjaminitas estão mortas?”

17. E acrescentaram: “Como preservar um resto para os benjaminitas que
escaparam, a fim de que não desapareça uma tribo de Israel?
18. Nós não podemos dar mulheres para eles dentre as nossas filhas,
porque os israelitas fizeram um juramento, amaldiçoando quem desse mulher para
os benjaminitas!”
19. E continuaram: “Há uma festa anual de Javé em Silo, que fica ao norte
de Betel, ao leste do caminho que sobe de Betel para Siquém, e ao sul de
Lebona”.
20. Sugeriram, então, aos benjaminitas: “Vão e escondam-se entre as
vinhas.
21. Fiquem observando e, quando as moças de Silo saírem para dançar,
vocês saiam das vinhas e cada um de vocês rapte uma mulher para si dentre as
moças de Silo e depois retornem com elas para o território de Benjamim.
22. Se os pais ou irmãos delas forem reclamar com vocês, nós lhes
diremos: ‘Procurem compreender: não podemos tomar mulher para cada um deles na
guerra, e vocês também não poderiam dar a eles, porque, nesse caso, vocês se
tornariam culpados’ “.
23. Assim fizeram os benjaminitas. De acordo com o número deles, tomaram
para si esposas entre as dançarinas que raptaram. Depois partiram e retornaram
para o território deles; reconstruíram as cidades e se estabeleceram nelas.
24. Depois disso, os israelitas se dispersaram, cada um para a sua tribo
e o seu clã, saindo daí cada um para o seu território.
25. Nesse tempo não havia rei em Israel, e cada um fazia o que lhe
parecia correto.


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